O Departamento de Justiça dos Estados Unidos ampliou a atuação contra fraudes de pequeno valor em programas públicos, ao mesmo tempo que diminuiu o número de grandes investigações envolvendo empresas e executivos.
Um dos casos recentes envolve a proprietária de um caminhão de alimentos na Califórnia, investigada por transações consideradas atípicas com cartões de auxílio alimentar. Outra acusação atingiu um funcionário de mercado suspeito de trocar benefícios por dinheiro.
A nova orientação determina que cada procurador federal mantenha pelo menos 25 casos em andamento. Críticos afirmam que a meta favorece processos simples e numerosos, retirando profissionais experientes de investigações complexas sobre corrupção e crimes financeiros.
Entre o início do segundo mandato de Donald Trump e maio deste ano, foram abertas 447 ações por crimes de colarinho branco. O volume é inferior ao registrado em períodos equivalentes de governos anteriores.
A administração defende que nenhuma fraude deve ser ignorada, independentemente do valor. Ex-procuradores, contudo, alertam que a busca por quantidade pode aumentar erros e enfraquecer o combate a esquemas com maior impacto econômico.
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