Cinco anos após a retirada das forças norte-americanas do Afeganistão, o governo controlado pelo Talibã passou a defender uma reaproximação diplomática e econômica com os Estados Unidos.
O ministro das Relações Exteriores afegão, Amir Khan Muttaqi, afirmou que Washington poderia reabrir sua embaixada em Cabul e investir em mineração, barragens, estradas e outras áreas de infraestrutura. A presença militar estrangeira, porém, continua descartada pelo grupo.
O Afeganistão possui reservas de lítio, cobre, minério de ferro e terras raras, recursos apresentados como possível ponto de partida para novas negociações. O Talibã já firmou acordos comerciais com países da Ásia Central e mantém projetos de mineração com empresas da China, do Irã e do Catar.
O governo norte-americano rejeitou, por enquanto, a normalização das relações. Entre os obstáculos estão as restrições impostas às mulheres e meninas, as acusações de descumprimento de compromissos antiterrorismo e disputas sobre cidadãos norte-americanos detidos.
A busca por capital estrangeiro ocorre em meio a uma grave crise humanitária. Aproximadamente metade dos 45 milhões de habitantes necessita de assistência, enquanto milhões de afegãos retornaram do Paquistão e do Irã desde o início de 2025.
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