A tradição do ta moko, arte corporal praticada há séculos pelo povo maori, voltou a ganhar visibilidade na Nova Zelândia. Jovens e adultos passaram a exibir os desenhos no rosto e no corpo como expressão de identidade, ancestralidade e pertencimento.
A prática sofreu forte repressão durante o período colonial. Em 1907, autoridades britânicas proibiram manifestações culturais indígenas, incluindo a tatuagem ritual, o que levou muitas famílias a esconder os desenhos e interromper a transmissão do conhecimento entre gerações.
O processo de recuperação começou a ganhar força com o avanço do movimento nacionalista maori na década de 1970. Um pequeno grupo de artistas retomou as técnicas e passou a reconstruir padrões familiares que haviam sobrevivido na memória e em registros históricos.
Atualmente, cerimônias de ta moko são compartilhadas nas redes sociais e aparecem na televisão, nas ruas e até no Parlamento neozelandês. Em vários casos, jovens também incentivam parentes mais velhos a receber as marcas que seus antepassados foram impedidos de usar.
Para os praticantes, os desenhos não são simples ornamentos. Cada composição pode representar linhagem, território, responsabilidades comunitárias e a ligação espiritual com os ancestrais, transformando a retomada da arte em um ato de resistência cultural.
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