Mais de 550 trabalhadores morrem anualmente nos Estados Unidos em decorrência da exposição ao calor, segundo estimativa da agência federal de segurança e saúde ocupacional.
Uma pesquisa conduzida por especialistas das universidades George Washington e Harvard calculou ainda cerca de 28 mil lesões relacionadas às altas temperaturas por ano. Agricultura, construção civil e entrega de correspondências estão entre as atividades de maior risco.
O país não possui uma regra federal obrigatória específica para proteger profissionais durante ondas de calor. Propostas que exigiriam acesso à água, períodos de descanso e adaptação gradual foram reduzidas, enquanto parlamentares tentam impedir a adoção das medidas.
Texas e Flórida também proibiram governos locais de criar padrões próprios. Em cidades que haviam estabelecido pausas obrigatórias para trabalhadores da construção, as regras foram anuladas por leis estaduais.
Especialistas alertam que o calor pode agravar diabetes, asma e doenças cardiovasculares, além de provocar desidratação, desmaios e alterações nos níveis de sódio. Com o avanço das mudanças climáticas, a tendência é de aumento dos riscos ocupacionais.
Imagem gerada por IA.


