Estados e municípios norte-americanos estão aumentando a pressão para que empresas de inteligência artificial dividam parte dos ganhos econômicos e assumam os custos provocados pela expansão dos centros de dados.
A Virgínia aprovou uma cobrança baseada no consumo de eletricidade dessas instalações. A expectativa é arrecadar até US$ 600 milhões em um ano, compensando impactos sobre a rede elétrica, o abastecimento de água e os orçamentos locais.
O debate também chegou ao governo federal. O senador Bernie Sanders propôs a criação de um fundo soberano financiado por uma participação de 50% nas maiores companhias de inteligência artificial. A ideia prevê distribuir dividendos à população, mas enfrenta questionamentos econômicos e jurídicos.
Mais de cem comunidades analisaram ou adotaram moratórias para novos centros de dados nos últimos dois anos. Nova York suspendeu projetos por um ano, enquanto estados governados por democratas e republicanos revisaram incentivos fiscais concedidos ao setor.
As empresas argumentam que a tecnologia pode gerar produtividade, inovação e crescimento. Governos locais, porém, afirmam que grandes instalações consomem recursos, criam poucos empregos permanentes e nem sempre entregam o retorno prometido à população.
Imagem gerada por IA.


