O Novo Desenrola já renegociou R$ 25,51 bilhões em empréstimos atrasados, superando a estimativa inicial de R$ 20 bilhões. Depois dos descontos oferecidos pelas instituições financeiras, o saldo das dívidas foi reduzido para R$ 5,09 bilhões, abatimento médio de aproximadamente 80%.
Do valor final, R$ 3,8 bilhões foram parcelados e o restante foi pago à vista. Mais de 2 milhões de operações a prazo já haviam sido registradas até 18 de agosto, com cobertura do Fundo de Garantia de Operações.
O Nubank lidera as renegociações parceladas, com R$ 1 bilhão distribuído em cerca de 568 mil acordos. O Bradesco aparece em segundo lugar, com R$ 662,7 milhões e 329,5 mil operações. PicPay, Itaú Unibanco, Santander e Banco do Brasil completam a relação das instituições com maior participação.
O programa atende pessoas com renda de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105, e contempla dívidas vencidas entre 91 dias e dois anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026. Entram na renegociação débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Os descontos variam de 30% a 90%, conforme o tipo de dívida e a instituição. O saldo pode ser parcelado em até 48 meses, com juros limitados a 1,99% ao mês. O valor renegociado, depois do desconto, pode chegar a R$ 15 mil por pessoa em cada banco.
Dívidas de até R$ 100 resultam na retirada do nome dos cadastros de inadimplentes. A adesão é feita diretamente pelos canais das instituições financeiras participantes. Quem entra no programa fica impedido de apostar em plataformas de bets durante um ano.
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