O Operador Nacional do Sistema Elétrico determinou neste domingo (23) um corte emergencial na geração distribuída para evitar sobrecarga na rede. Foi a segunda vez em 2026 que o mecanismo precisou ser acionado.
As distribuidoras receberam a orientação no sábado e interromperam parte da carga por mais de duas horas. A medida busca manter o equilíbrio entre a energia produzida e a consumida, evitando desligamentos automáticos de equipamentos.
O plano atingiu usinas de geração distribuída do tipo 3, grupo que reúne pequenas centrais hidrelétricas e unidades de biomassa, além de projetos eólicos e solares de menor porte conectados às distribuidoras.
O crescimento acelerado da geração em telhados e de outros sistemas descentralizados aumentou o desafio de controlar a oferta nos horários de baixa demanda. Em 2025, cerca de 20% do potencial de produção solar e eólica deixou de ser aproveitado, principalmente por cortes no sistema.
Representantes das distribuidoras defendem novas políticas públicas para reorganizar a rede e reduzir o risco de apagões. Especialistas avaliam que o novo acionamento mostra que as ferramentas de emergência estão sendo exigidas com maior frequência.
Imagem gerada por IA.


