Ondas sísmicas geradas por terremotos em países vizinhos podem atravessar o interior da Terra e ser detectadas ou sentidas no Brasil, mesmo a milhares de quilômetros do epicentro.
Quando a pressão acumulada nas rochas ultrapassa determinado limite, ocorre uma ruptura. A energia liberada se propaga em forma de ondas, que podem ser amplificadas por formações geológicas como as bacias sedimentares.
Cidades como São Paulo, Belém e Manaus já registraram efeitos de terremotos ocorridos em outros países sul-americanos. A percepção costuma ser maior nos andares altos, devido ao movimento semelhante ao de um pêndulo.
Em 11 de junho, a região de Tucuruí, no Pará, registrou uma sequência de três tremores. O mais forte teve magnitude 3,5 e foi seguido, dois minutos depois, por outro de magnitude 2,9.
Em média, são registrados 14 terremotos de magnitude superior a 7 por ano no mundo. Até agora, 2026 teve 11 ocorrências desse porte, número que está acima da média para o período, mas não indica uma tendência de crescimento.
Imagem gerada por IA.


