O pedido do influenciador Lito Sousa para ter acesso a tratamentos em teste nos Estados Unidos ampliou o debate sobre as regras aplicadas a medicamentos experimentais. Ele foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, condição rara, sem cura e de progressão rápida.
Pacientes podem acessar terapias em desenvolvimento por meio de pesquisas clínicas, programas de acesso expandido ou uso compassivo. No Brasil, as duas últimas modalidades dependem da autorização da Anvisa e da concordância da empresa responsável pelo medicamento.
O acesso expandido costuma envolver grupos de pacientes e medicamentos em fase avançada de pesquisa. Já o uso compassivo é solicitado individualmente pelo médico quando a doença é grave, o prognóstico é desfavorável e não existem alternativas terapêuticas aprovadas.
Especialistas ressaltam que tratamentos ainda em teste não representam garantia de melhora. Antes do procedimento, o paciente precisa assinar termo aprovado por comitê de ética, com informações sobre riscos, possíveis efeitos colaterais e o direito de desistir.
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