A empreendedora Ariane Lima Correia, de 26 anos, quase precisou retirar parte do pulmão depois de anos usando narguilé e cigarro eletrônico em encontros sociais. Ela começou a fumar aos 16 anos e relata que o consumo se concentrava principalmente nos fins de semana.
Os problemas respiratórios começaram em 2023, com tosse seca, febre e dor nas costas. Exames identificaram cavidades no pulmão e levaram médicos a investigar pneumonia, câncer e outras doenças. Posteriormente, ela recebeu diagnóstico de tuberculose e interrompeu o uso dos dispositivos.
Após o primeiro tratamento, novos sintomas apareceram e exames identificaram uma infecção por Mycobacterium avium. Ariane perdeu 18 quilos e iniciou outra terapia, com duração prevista de pelo menos um ano e oito meses.
Médicos alertam que o uso ocasional também expõe vias aéreas e alvéolos a substâncias tóxicas. Eles destacam que a água do narguilé não funciona como filtro e que usuários frequentes de cigarro eletrônico podem chegar a cerca de mil tragadas por dia.
Imagem gerada por IA.


