Uma operação do Ministério Público de São Paulo prendeu cinco pessoas suspeitas de integrar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado ao contrabando. Entre os investigados estão quatro policiais civis e um advogado apontado como intermediador.
Segundo o Gaeco, agentes cobravam propina para liberar cargas apreendidas e, em alguns casos, registravam quantidades menores do que as efetivamente transportadas. Uma das negociações investigadas teria envolvido a cobrança de R$ 400 mil para liberar um caminhão com cerca de R$ 600 mil em produtos.
Em outro episódio, policiais teriam registrado a apreensão de 250 celulares em uma carga com mais de 4 mil itens. Um dos investigados havia sido nomeado secretário-adjunto de Segurança Pública de São Sebastião e pediu exoneração três dias antes da operação.
As prisões foram determinadas no curso da investigação e não equivalem a condenações. A reportagem não havia localizado as defesas dos investigados até a publicação das informações.
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