Grandes empresas brasileiras começam a divulgar ganhos financeiros e operacionais obtidos com inteligência artificial, embora muitas ainda tenham dificuldade para medir o retorno dos investimentos. Projetos em crédito, logística, atendimento e manutenção mostram que a tecnologia já produz efeitos concretos quando aplicada a processos bem definidos.
Na VLI, um sistema acompanha cerca de 400 parâmetros de locomotivas e reduziu de até 75 dias para minutos a identificação de máquinas com risco de falha. O Bradesco estima R$ 1 bilhão em receita adicional associada ao uso de IA na análise de crédito. A Vibra atribui mais de R$ 100 milhões em produtividade ao Posto 360 2.0, presente em aproximadamente 600 unidades.
A Synvia informou ter triplicado a capacidade de entrega com aumento de 30% na equipe de tecnologia. A checagem de documentos caiu de dez horas para menos de uma, enquanto a preparação de dossiês regulatórios teve redução de 70% no tempo. O iFood já reúne milhares de agentes internos de IA.
Pesquisa da EY indica que 88% das empresas consultadas usam inteligência artificial e 79% adotam ferramentas generativas. Apesar disso, apenas 38% afirmam obter valor realmente transformador, sinal de que governança, dados e métricas continuam sendo obstáculos relevantes.


