Fundos de private equity perdem espaço nas aquisições no Brasil

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Os fundos de private equity perderam participação nas fusões e aquisições realizadas no Brasil. Levantamento do Grupo Seneca mostra que esse tipo de investidor respondeu por 27,3% das operações em 2019, caiu para 12,8% em 2025 e representa 5,2% das transações registradas até agora em 2026.

A redução está ligada principalmente aos juros elevados, à dificuldade de financiar compras e ao fechamento da janela de ofertas públicas iniciais, uma das principais rotas para vender participações. Sem conseguir concluir desinvestimentos, os fundos acumulam empresas na carteira e têm menos espaço para levantar novos veículos e fazer aquisições.

Estudo da Bain publicado em julho estima que existam 32 mil companhias no mundo aguardando uma saída de fundos, avaliadas em US$ 3,8 trilhões. Parte desses ativos permanece nas carteiras por períodos superiores ao planejado.

No Brasil, compradores estratégicos, empresas que adquirem concorrentes ou negócios complementares, passaram a dominar o mercado. Eles responderam por 87,2% das operações em 2025 e por 94,8% em 2026. A participação pode mudar até o encerramento do ano, porque os dados atuais são parciais e novas transações de grande porte podem alterar o resultado.

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