Drogas inteligentes não melhoram desempenho e podem causar dependência

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Medicamentos estimulantes usados sem prescrição para aumentar a produtividade não melhoram o desempenho cognitivo de pessoas saudáveis e ainda podem causar dependência. O alerta é da neurocientista Tara White, professora da Brown University e pesquisadora dos efeitos de drogas no cérebro.

Esses remédios são indicados para condições como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, mas passaram a ser consumidos como supostas drogas inteligentes por estudantes e profissionais submetidos a rotinas de alta pressão.

Estudos com voluntários saudáveis não encontraram benefícios na cognição ou no desempenho em tarefas de trabalho. Os estimulantes podem aumentar a confiança e produzir alterações de humor, criando a impressão de rendimento maior mesmo quando o resultado não melhora.

O uso sem acompanhamento médico pode elevar a frequência cardíaca e a pressão arterial, provocar ansiedade, inquietação, insônia e overdose. A repetição do consumo no mesmo ambiente de estudo ou trabalho também favorece o desenvolvimento de dependência química.

A pesquisadora recomenda atividade física como alternativa segura para melhorar o funcionamento cerebral e o bem-estar. A automedicação com psicoestimulantes deve ser evitada, mesmo quando o medicamento é obtido de forma legal.

Imagem gerada por IA.

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