A taxa de mortalidade de mulheres por câncer de pulmão, traqueia e brônquios mais do que dobrou no Brasil em duas décadas. O avanço foi de 118% entre 2004 e 2023, enquanto entre os homens o aumento da taxa bruta ficou em 23% no mesmo período.
Os números foram obtidos a partir de dados do Instituto Nacional de Câncer e do Ministério da Saúde. A participação feminina nas mortes por esses tumores passou de 32% em 2003 para 46% em 2023, aproximando-se do total registrado entre os homens.
Especialistas relacionam essa mudança ao ingresso mais tardio das mulheres no hábito de fumar. Como os danos causados pelo tabagismo podem demorar décadas para aparecer, o aumento atual reflete padrões de consumo observados principalmente a partir das décadas de 1970 e 1980.
Cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão estão associados ao cigarro. Poluição atmosférica, exposição à fumaça de fogão a lenha, radônio, amianto, sílica e fatores genéticos também podem aumentar o risco da doença.
A maioria dos pacientes ainda recebe o diagnóstico em estágio avançado, o que reduz as possibilidades de tratamento. Tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão e perda de peso sem explicação devem ser investigadas por um profissional de saúde.
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