Engenheiros da Nasa estão reconfigurando os sistemas das sondas Voyager para prolongar o funcionamento das naves lançadas em 1977. As duas são os objetos produzidos pela humanidade que chegaram mais longe da Terra.
A Voyager 2 passou por uma reorganização de sistemas elétricos que economizou aproximadamente 10 watts. O ganho pode manter a espaçonave ativa por mais dois anos, até 2031.
A equipe também prepara mudanças na Voyager 1, com a expectativa de estender sua operação até 2030. Cada comando leva dias para receber uma resposta porque as sondas estão a mais de 21 bilhões de quilômetros do planeta.
As baterias de plutônio perdem potência gradualmente. Os engenheiros precisam equilibrar instrumentos científicos, aquecedores e propulsores, além de enfrentar o entupimento de linhas de combustível e o envelhecimento de componentes.
A extensão pode parecer pequena diante de uma missão de quase meio século, mas cada ano adicional permite estudar o espaço interestelar de uma posição que nenhuma outra nave alcançou. A operação exige cautela porque uma falha pode interromper definitivamente a comunicação.
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