O empresário João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, afirmou em acordo de delação premiada que fundos de investimento administrados pela empresa teriam sido utilizados para ocultar o pagamento de propinas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a autoridades públicas.
A colaboração foi encaminhada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ainda depende de validação. Segundo informações sobre o acordo, Mansur descreveu a participação da gestora, de fundos e de pessoas que supostamente atuavam como laranjas nas operações ligadas ao Banco Master.
A investigação apura possíveis fraudes financeiras, a movimentação de recursos no exterior e o uso de fundos para dificultar o rastreamento do dinheiro. Como parte do acordo, Mansur teria se comprometido a pagar multa de R$ 40 milhões e a colaborar com a recuperação de valores enviados para fora do país.
A Reag foi liquidada pelo Banco Central em janeiro, após a autoridade monetária apontar comprometimento da situação econômico-financeira e graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional.
A defesa de Vorcaro declarou não ter acesso aos anexos da colaboração e, por isso, afirmou que não poderia se manifestar sobre o conteúdo. A defesa de Mansur também foi procurada, mas não apresentou posicionamento.
Imagem gerada por IA.


