O estado de São Paulo lidera o número de ações trabalhistas relacionadas a assédio eleitoral no país. Dados do Conselho Superior da Justiça do Trabalho mostram que os dois tribunais regionais paulistas concentraram 129 processos no período analisado.
O levantamento examinou 694 ações registradas nos 24 Tribunais Regionais do Trabalho entre maio de 2023 e dezembro de 2025. Depois de São Paulo aparecem Paraná, com 109 processos, Rio Grande do Sul, com 77, Rio de Janeiro, com 48, e Santa Catarina, com 46.
Em 92% dos casos foi identificado assédio institucional, quando a pressão é permitida ou estimulada dentro da organização. O terror psicológico apareceu em 81,9% das ocorrências, com previsões de crise econômica ou social caso determinado candidato vença a eleição.
Os meios digitais estiveram presentes em 67,4% dos processos. O WhatsApp foi apontado como principal canal para propaganda política obrigatória, envio de conteúdos, fiscalização das redes sociais dos empregados e exigência de divulgação de material eleitoral.
Também foram registradas ameaças envolvendo salários, perda de função e promessas de vantagens. Segundo o levantamento, situações de intimidação econômica apareceram em 61,7% das ações.
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