PF apura participação de Flávio e Eduardo Bolsonaro no financiamento de “Dark Horse”

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A Polícia Federal investiga a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) na movimentação de recursos destinados ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração examina dinheiro fornecido por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e possíveis irregularidades em remessas para os Estados Unidos.

A autorização para investigar Flávio foi concedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 22 de julho. Seu conteúdo tornou-se público após a retirada parcial do sigilo do caso Master nesta semana. Entre as suspeitas estão lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, ainda sob apuração.

Segundo a PF, Flávio solicitou R$ 134 milhões ao banqueiro para a produção cinematográfica, e mais de R$ 60 milhões chegaram a ser pagos. Os investigadores procuram identificar os beneficiários das transferências e verificar se os valores tiveram a destinação apresentada nas negociações.

No caso de Eduardo, a polícia analisa mensagens que indicariam orientações sobre a gestão do dinheiro em território americano. Um relatório menciona uma captura de conversa atribuída ao ex-deputado, encaminhada pelo publicitário Thiago Miranda a Vorcaro em 21 de março de 2025.

A documentação descreve remessas que somaram US$ 12,3 milhões entre fevereiro e setembro de 2025. Os valores saíram da Entre Investimentos e Participações Ltda., do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, para o Havengate Development Fund LP, no Texas. O fundo era administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo no exterior.

A PF e a Procuradoria-Geral da República cruzam comprovantes de câmbio com informações do celular de Vorcaro. Uma das questões é se parte dos recursos apresentados como financiamento do longa cobriu despesas de Eduardo nos Estados Unidos. Essa hipótese ainda depende da apuração do destino do dinheiro.

Mendonça homologou em 8 de setembro o acordo de colaboração de Freixo Júnior. O empresário entregou documentos sobre operações financeiras e relatou que mantinha uma conta conjunta com Vorcaro para pagar despesas de interesse do banqueiro.

Em Manaus, nesta sexta-feira (11), Flávio negou irregularidades na captação para o filme. O senador afirmou que Mendonça exerce corretamente a função de juiz e defendeu a divulgação integral da investigação. Não foi localizada manifestação de Eduardo sobre os apontamentos divulgados.

Essa frente tramita com Mendonça por sua ligação com o caso Master. Há outra investigação sobre o uso de emendas parlamentares na produção, sob relatoria de Flávio Dino, com objeto distinto.

Imagem ilustrativa.

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