Suspensão provisória impede Jucelino de Oliveira de celebrar missas e exercer funções pastorais; prisão temporária foi decretada por 30 dias
O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, está provisoriamente impedido de exercer suas atividades religiosas por determinação da Diocese de Santos. A medida foi adotada após a prisão do sacerdote em Praia Grande, em 4 de setembro, sob suspeita de estupro.
Com o afastamento, ele não pode celebrar missas, conduzir atos de culto ou desempenhar funções pastorais. A suspensão se refere à atuação religiosa do padre, enquanto as denúncias são objeto de investigação criminal.
Duas pessoas que atuavam como coroinhas, uma jovem de 19 anos e um jovem de 18, denunciaram o sacerdote. A Justiça determinou sua prisão temporária pelo período de 30 dias, e o mandado foi cumprido pela Delegacia de Defesa da Mulher.
A decisão judicial também estabeleceu restrições para uma eventual soltura. O investigado deverá manter distância mínima de 300 metros das pessoas protegidas, de seus familiares e das testemunhas, além de não frequentar os locais habitualmente utilizados por elas.
Jucelino foi ordenado em 2004 e mantinha atividades em Praia Grande. Desde 2020, administrava um espaço destinado a retiros e encontros religiosos. Antes do afastamento, também celebrava missas na cidade.
Em uma manifestação divulgada após a prisão, a defesa informou que ainda não havia acessado integralmente os fundamentos da ordem judicial. Na audiência de custódia, pediu a revogação da prisão, com a manutenção das medidas de proteção determinadas pela Justiça.
Na ocasião em que tomou conhecimento da detenção, a Diocese de Santos declarou confiar na apuração judicial e anunciou que avaliaria as providências canônicas cabíveis. O afastamento provisório restringe agora as funções que o sacerdote poderia exercer na Igreja.
O religioso já havia sido condenado, em outro processo, a 12 anos de prisão por estupro de vulnerável, em 2009. Aquele caso tratava de uma acusação de abuso contra uma menina de 10 anos, em Franca, em 2006. As denúncias apresentadas em Praia Grande integram uma nova investigação.
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