Chuvas deixam oito mortos na Grande São Paulo; desabamento é investigado

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As ocorrências provocadas pelas chuvas na Grande São Paulo deixaram ao menos oito mortos entre quinta-feira (10) e domingo (13), segundo o balanço divulgado no fim de semana. Seis vítimas estavam em casas atingidas pelo desabamento de um prédio em construção na Penha, na zona leste da capital. Outras duas morreram após uma enxurrada em Jandira.

O desabamento ocorreu na madrugada de sábado (12). A estrutura caiu sobre residências vizinhas e matou três mulheres, uma delas gestante, dois homens e uma criança. Um homem e uma criança sobreviveram. A polícia investiga as circunstâncias da queda e as possíveis responsabilidades pela obra.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, o imóvel estava embargado desde 2021. Naquele ano, o município entrou na Justiça para exigir a demolição da construção irregular. Um novo projeto foi apresentado em 2022, com autorização condicionada à retirada da estrutura antiga.

Um laudo de fiscalização de fevereiro de 2024 indicava que a demolição havia sido concluída. A apuração municipal, entretanto, passou a examinar indícios de que essa exigência não foi cumprida. Um dos sócios da construtora foi preso, conforme informação divulgada pelo governo estadual no domingo.

Na segunda-feira (14), a Prefeitura informou que ampliou de 30 para 120 dias o afastamento da servidora que atestou a demolição. A Controladoria-Geral do Município também determinou o embargo das obras em andamento das construtoras relacionadas ao caso e a suspensão da análise de seus pedidos de alvará. As medidas acompanham a investigação e não encerram a apuração de responsabilidades.

Em Jandira, três pessoas foram arrastadas pela água. Uma mulher foi localizada morta na sexta-feira (11), e o corpo de um homem foi encontrado no domingo. Naquele balanço, a terceira pessoa continuava desaparecida, com buscas concentradas em um piscinão de Carapicuíba, na divisa entre os municípios.

As chuvas também provocaram inundações no sul do estado. Na noite de segunda-feira, o governo paulista informou que 152 famílias do Vale do Ribeira e da região de Itapeva haviam deixado suas casas e que 19 abrigos provisórios foram montados. Barra do Turvo, Iporanga e Eldorado decretaram situação de emergência.

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