A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior (Abani) firmaram um protocolo de intenções para ampliar a cooperação técnica sobre as hidrovias brasileiras.
O acordo prevê o compartilhamento de informações, estudos, dados e conhecimento especializado. A Antaq poderá disponibilizar levantamentos sobre o setor, enquanto a associação deverá contribuir com análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da navegação interior.
Entre os temas prioritários estão a melhoria da navegabilidade, a previsibilidade das operações e a manutenção da infraestrutura hidroviária. A integração dos rios navegáveis com portos, terminais, ferrovias e rodovias também faz parte do escopo da parceria.
O protocolo terá validade inicial de um ano e poderá ser renovado por meio de termo aditivo. O documento não estabelece transferência de recursos financeiros ou de patrimônio entre as entidades. Também não fixa previamente um cronograma de entregas, que deverá ser definido conforme as ações desenvolvidas.
Potencial logístico
O Brasil possui uma extensa rede de rios com capacidade para transportar grandes volumes de carga. A ampliação do uso das hidrovias pode reduzir custos logísticos, aliviar corredores rodoviários e diminuir emissões no deslocamento de produtos agrícolas, minerais e industriais.
O planejamento federal de longo prazo considera corredores hidroviários como os dos rios Amazonas, Madeira, Parnaíba e São Francisco. Esses eixos são analisados no Plano Nacional de Logística 2050, que busca organizar investimentos e melhorar a conexão entre os diferentes modais de transporte.
A Abani já participa de iniciativas relacionadas à manutenção da navegação. Entre elas está um acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes para ações no rio Tapajós. A entidade também acompanha discussões sobre as condições operacionais do rio Paraguai.
Para a Antaq, a aproximação com representantes do setor pode ampliar a base técnica utilizada na regulação e no planejamento. Já a associação deverá ter acesso a informações públicas consolidadas e contribuir com a experiência de empresas e especialistas que atuam nas rotas fluviais.
A expectativa é que o intercâmbio ajude a identificar gargalos, organizar prioridades e apoiar decisões de investimento. As medidas concretas serão detalhadas ao longo da vigência do protocolo.


