Estações meteorológicas de oito estados e do Distrito Federal registraram, apenas na primeira metade de setembro, volumes de chuva superiores aos recordes históricos do mês. O levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia considera os dados reunidos entre os dias 1º e 15.
São Paulo liderou o número de estações que ultrapassaram marcas anteriores, com dez registros, incluindo dois pontos da capital. Em Bragança Paulista, o acumulado chegou a 295,4 milímetros, quase três vezes o recorde de 105 milímetros observado em setembro de 2022.
Minas Gerais apareceu em seguida, com seis estações acima dos recordes. Em Divinópolis, o volume alcançou 106,6 milímetros, ante a marca anterior de 57,2 milímetros, registrada em 2019. No Rio de Janeiro, cinco estações quebraram recordes; em Avelar, distrito de Paty do Alferes, foram 96,8 milímetros, contra 12,4 milímetros em 2024.
O levantamento também identificou marcas históricas em estações de Goiás, Tocantins, Espírito Santo e Distrito Federal, além de outros estados atingidos pelos temporais.
Mortes e enchentes
No Paraná, o número de mortes relacionadas às chuvas chegou a cinco após o resgate do corpo de um homem no Rio Ribeira, em Tunas do Paraná. Outra vítima foi localizada em Rio Branco do Sul, e uma pessoa permanecia desaparecida. As demais mortes ocorreram durante episódios de soterramento e alagamento.
No Vale do Ribeira, em São Paulo, as chuvas afetaram cerca de 2 mil pessoas. Eldorado, Registro, Ribeira, Iporanga, Barra do Turvo e Piracaia decretaram situação de emergência. Em Registro, 28 famílias estavam desabrigadas; outras 25 foram atendidas em Sete Barras.
O Rio Ribeira de Iguape transbordou em diferentes trechos e provocou inundações, principalmente em áreas rurais. O governo paulista montou um gabinete de crise, enviou mais de 7 mil itens de ajuda humanitária e estruturou 19 abrigos em seis municípios.
Em Ribeira, Iporanga e Eldorado, o nível da água começou a baixar, permitindo o início da limpeza das residências. A Defesa Civil manteve o acompanhamento dos rios e das áreas vulneráveis diante da previsão de novas instabilidades.


