Cerca de 4,6 milhões de beneficiários do Bolsa Família passaram a ocupar postos formais de trabalho entre janeiro de 2023 e julho de 2026, aponta estudo elaborado por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV).
No período analisado, foram registradas 15,3 milhões de admissões e 10,8 milhões de desligamentos de pessoas vinculadas ao programa. O resultado representa 85,2% do saldo de 5,4 milhões de empregos com carteira assinada criados no país.
Os dados foram obtidos a partir do cruzamento das informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com os registros do Cadastro Único e do Bolsa Família.
Entre os beneficiários responsáveis pelo saldo positivo, 40,5% tinham entre 18 e 24 anos. As mulheres representaram 55,4% do resultado, enquanto pessoas pardas responderam por 62,7%. Aproximadamente 78% haviam concluído o ensino médio.
Os pesquisadores ressaltam que o levantamento identifica a participação no Bolsa Família no momento da contratação ou do desligamento, mas não permite saber se o trabalhador continuou recebendo o benefício depois de conquistar o emprego.
Considerando todos os inscritos no Cadastro Único, incluindo pessoas que não recebiam o Bolsa Família, o saldo positivo chegou a 5,8 milhões de empregos formais.


