A trajetória política de Flávio Bolsonaro é marcada por relações controversas e por declarações favoráveis às milícias, além da presença recorrente de pessoas investigadas ou acusadas de crimes em seu entorno político.
De acordo com reportagem da revista Piauí, assinada por João Moreira Salles, Flávio defendeu publicamente a legalização das milícias em 2007, quando exercia mandato de deputado estadual. Na ocasião, argumentou que moradores de comunidades pagavam por segurança porque o Estado não conseguia cumprir essa função.
O texto também relembra a relação do senador com Fabrício Queiroz, antigo assessor apontado pelo Ministério Público como operador de um esquema de rachadinhas no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio. O caso foi arquivado depois que o Supremo Tribunal Federal anulou as provas, e o senador não foi condenado.
Outro personagem citado é o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega. Enquanto estava preso preventivamente, Nóbrega recebeu por iniciativa de Flávio a Medalha Tiradentes, principal honraria da Alerj. Ele chegou a ser condenado por homicídio, mas o julgamento foi posteriormente anulado. Sua mãe e sua ex-mulher trabalharam no gabinete de Flávio e foram citadas na investigação das rachadinhas.
A reportagem menciona ainda uma emenda parlamentar de R$ 200 mil destinada, em 2023, a um projeto localizado em área dominada por milícia. Segundo apuração citada pela revista, o repasse teria atendido a um pedido de Robson Calixto Fonseca, o Peixe, posteriormente preso por suspeita de envolvimento no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.
A publicação ressalta a presunção de inocência e observa que a presença de uma pessoa no entorno político não comprova participação em seus atos. O questionamento está na frequência com que denúncias e investigações surgiram ao longo da carreira do candidato.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma ser vítima de perseguição política.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado


