Apontado como líder do PCC é preso em academia de Guarujá

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Um homem apontado pelas forças de segurança como integrante da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi preso nesta quarta-feira (7) em uma academia de Guarujá, no litoral de São Paulo.

Gralber Compri era procurado pela Justiça e foi localizado após trabalho de inteligência realizado pela Base Avançada da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Santos (BASTS/FICCO/SP). A ação contou com apoio do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Segundo a Polícia Federal, durante a abordagem o investigado apresentou documentos de identificação falsos na tentativa de esconder a própria identidade. Ele foi autuado em flagrante por uso de documento falso. Dois celulares, cartões e documentos em nomes de outras pessoas também foram encontrados com o preso, de acordo com informações divulgadas pelo UOL.

Condenação por lavagem de dinheiro

Compri foi condenado a 17 anos e 13 dias de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. O mandado de prisão foi expedido no âmbito da Operação Hauler, deflagrada em setembro de 2025 pela Polícia Federal em Araraquara, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Ribeirão Preto.

A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro destinado ao financiamento de organizações criminosas que atuam no Estado de São Paulo. Conforme a reportagem do UOL, o esquema relacionado ao condenado teria movimentado mais de R$ 74 milhões.

As autoridades também apontam Compri como integrante de posição de liderança no PCC. Registros do sistema prisional indicam que ele manteve convívio direto com Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, durante período de detenção na Penitenciária de Presidente Venceslau, no interior paulista.

Preso permanece à disposição da Justiça

Após a captura, o homem foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Santos, onde foram adotadas as medidas de polícia judiciária. Ele permanece à disposição da Justiça.

A força-tarefa responsável pela prisão reúne a Polícia Federal, a Secretaria Nacional de Políticas Penais, a Secretaria da Administração Penitenciária paulista e a Secretaria da Segurança Pública do Estado, por meio das polícias Militar e Civil.

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