O Brasil chegou a 2025 ocupando a 67ª posição em ciências no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o Pisa. Com 409 pontos, o país permaneceu abaixo da média de 482 pontos dos integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
O resultado representa avanço modesto em relação às primeiras participações brasileiras, mas não foi suficiente para reduzir a distância das nações com melhor desempenho. Os Estados Unidos ficaram na 13ª posição, com 502 pontos, enquanto o Chile alcançou 442 pontos e apareceu em 43º lugar.
A prova avalia se estudantes conseguem explicar fenômenos cientificamente, interpretar dados e utilizar evidências para tomar decisões. Portanto, o resultado não mede apenas a memorização de conteúdos escolares, mas a capacidade de aplicar conhecimento em situações reais.
Entre os fatores associados ao baixo desempenho estão desigualdade educacional, infraestrutura insuficiente, formação docente irregular e perda do hábito de leitura. A exposição constante a distrações tecnológicas também aparece no debate sobre concentração e aprendizagem.
O desempenho limitado tem consequências além da sala de aula. Uma população com baixa alfabetização científica encontra mais dificuldade para avaliar informações sobre saúde, ambiente e tecnologia, além de participar de uma economia baseada em inovação.


