Pesquisadores desenvolveram uma sacarose de cana-de-açúcar que é absorvida mais lentamente pelo organismo e apresenta índice glicêmico menor, sem alterar de forma relevante o sabor. A inovação utiliza compostos antioxidantes obtidos de grãos defeituosos de café verde e da película avermelhada do amendoim.
Alimentos de baixo índice glicêmico provocam elevação mais gradual da glicose no sangue. Esse comportamento reduz picos de insulina e pode contribuir para prevenir diabetes tipo 2 e síndrome metabólica quando associado a uma alimentação equilibrada.
A proposta também aproveita resíduos ou materiais de baixo valor comercial da indústria de alimentos. Em vez de serem descartados, os grãos de café fora do padrão e as películas do amendoim fornecem extratos capazes de modificar a forma como o açúcar é processado pelo organismo.
O produto ainda está em desenvolvimento e precisará passar por novos testes de estabilidade, segurança e produção em escala. Também será necessário verificar se o benefício observado em laboratório se mantém em diferentes alimentos e em estudos com consumidores.
Mesmo com menor índice glicêmico, o novo açúcar não deve ser entendido como autorização para consumo excessivo. A inovação pode oferecer uma alternativa mais adequada para a indústria, mas não elimina a importância de moderar a ingestão de açúcares.


