Pessoas com diabetes que foram internadas por Covid-19 apresentam recuperação mais lenta, pior qualidade de vida e maior risco de complicações cardiovasculares. A conclusão vem de um estudo conduzido na Universidade de São Paulo com 870 participantes acompanhados por até sete meses após a hospitalização.
O grupo com diabetes demorou mais para retomar as atividades e registrou maior ocorrência de problemas como infarto e angina em comparação aos participantes sem a doença. A combinação entre inflamação sistêmica e os efeitos diretos do coronavírus pode tornar o coração um dos principais alvos das complicações.
A Covid longa reúne sintomas que permanecem ou surgem depois da fase aguda da infecção, como cansaço, falta de ar, alterações de memória e dores. Em pacientes com doenças crônicas, o acompanhamento precisa considerar tanto as sequelas virais quanto o controle da condição preexistente.
Os resultados reforçam a necessidade de monitoramento cardiovascular e metabólico depois da alta. Exames, controle da glicemia, atividade física orientada e revisão dos medicamentos podem ajudar a identificar riscos antes que se transformem em eventos graves.
A pesquisa também mostra que o fim da emergência sanitária não encerrou os impactos da pandemia. Milhares de pessoas continuam convivendo com sequelas que exigem atendimento multidisciplinar e políticas permanentes de reabilitação.


