A temperatura máxima durante a estação seca aumentou 3,2 graus Celsius desde 1981 em uma área superior a 700 mil quilômetros quadrados do centro-norte da Amazônia. O ritmo de aquecimento é mais intenso do que o observado na média anual da floresta.
Os dados foram reunidos por uma equipe internacional de 53 cientistas. A análise indica que a temperatura máxima sobe pelo menos 0,75 grau por década na região avaliada, enquanto o aumento médio anual da floresta tropical gira em torno de 0,2 grau por década.
O calor extremo combinado à redução das chuvas aumenta o risco de incêndios, mortalidade de árvores e perda de umidade. A vegetação ressecada também libera menos vapor d’água, enfraquecendo o mecanismo pelo qual a própria floresta ajuda a produzir chuva.
As consequências atingem comunidades, produção de alimentos, geração de energia e abastecimento. Rios mais baixos dificultam transporte e acesso a serviços, enquanto fumaça e calor afetam diretamente a saúde da população.
O avanço dos extremos climáticos reforça a urgência de conter o desmatamento e ampliar sistemas de prevenção. Sem redução das emissões e proteção da floresta, períodos secos poderão se tornar cada vez mais longos e severos.


