Flávio Bolsonaro (PL) não explicou, no debate presidencial da Band, por que votou contra a ampliação da licença-maternidade de servidoras estaduais do Rio de Janeiro em 2009. À época deputado estadual, ele foi o único parlamentar a rejeitar a proposta entre os 49 que participaram da votação, segundo checagem do Aos Fatos.
Lula (PT) levou o histórico ao confronto de domingo (18) e perguntou o motivo do voto. Flávio disse não ter “absolutamente nada contra as mulheres”, mencionou a esposa e as filhas e passou a questionar o adversário sobre outro assunto. Não apresentou, naquela resposta, uma justificativa para a decisão tomada na Assembleia Legislativa.
O tema importa porque a ampliação da licença dá mais tempo de cuidado após o nascimento de um filho. O voto de 2009 não determina automaticamente como Flávio agiria hoje, mas permite cobrar uma explicação: ele considera que errou, mantém a posição ou tinha uma objeção específica ao texto?
A crítica aqui se apoia em dois fatos verificáveis — o voto contrário e a ausência de uma explicação direta no debate —, não em uma suposição sobre suas intenções.


