O debate da Band entre Lula e Flávio Bolsonaro, no domingo (18), reuniu perguntas sem resposta, promessas e afirmações passíveis de checagem. Uma análise publicada pelo Aos Fatos encontrou declarações falsas ou distorcidas do candidato do PL em temas como gastos públicos, segurança, Previdência e relações internacionais.
Entre as afirmações classificadas como falsas estão as de que Lula e Janja teriam gasto R$ 7 bilhões em viagens, de que o governo federal nada fez diante do tarifaço dos Estados Unidos e de que Lula foi aos EUA defender organizações criminosas. A checagem também contestou a afirmação de que o chamado Careca do INSS integrou o governo Lula e não encontrou evidência de participação pessoal do presidente nas fraudes de descontos previdenciários.
Na economia, não houve o alegado recorde de empresas fechadas no atual governo. Na segurança, o Aos Fatos rejeitou a descrição de uma criminalidade que teria “explodido” no país. A frase segundo a qual 73% dos presos votaram em Lula foi classificada como distorcida: ela não representa uma pesquisa nacional com toda a população carcerária.
A checagem apontou ainda que nenhum condenado do mensalão integra o atual governo, ao contrário do que afirmou Flávio, e que é falsa a descrição atribuída ao governo de que abusadores de crianças seriam apenas doentes, e não criminosos. Outra promessa do senador — criar um prontuário eletrônico único para pacientes — ignora sistemas de integração de dados de saúde que já existem.
Nem toda frase imprecisa constitui mentira deliberada, e nem todas as intervenções de Flávio foram falsas. O próprio levantamento reconheceu declarações corretas do candidato. Por isso, esta lista trata de afirmações verificadas como falsas, sem sustentação ou distorcidas — não de uma avaliação de suas intenções. Novas checagens podem atualizar o quadro.


