O bispo diocesano de Santos, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, assinou uma carta sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 que critica a candidatura de Flávio Bolsonaro. Até a noite de sexta-feira (23), o documento reunia assinaturas de 62 bispos católicos.
Os signatários afirmam que uma das candidaturas ameaça princípios da Doutrina Social da Igreja, a democracia, a soberania nacional e o bem comum. A carta faz referências diretas a Flávio e também critica posições atribuídas ao candidato sobre jornada de trabalho, acesso a armas e crise climática. São avaliações políticas dos autores do documento, não conclusões de uma autoridade eleitoral.
Ao tratar de Lula, o texto ressalta que sua candidatura também pode ser criticada, mas atribui a ela responsabilidade com a população mais pobre, a proteção ambiental e o respeito à ordem constitucional. Os bispos signatários dizem que não consideram possível permanecer neutros diante das diferenças que identificam entre os candidatos.
É importante distinguir a carta da posição oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Em comunicado, a CNBB destacou que apenas sua Assembleia Geral, seu Conselho Permanente e sua Presidência falam institucionalmente em nome da entidade. A manifestação assinada por dom Joaquim e outros bispos é uma iniciativa dos signatários, não um pronunciamento oficial da CNBB.


