Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram movimentações consideradas incompatíveis com a renda informada por Flávio Bolsonaro. Entre janeiro e março de 2024, as contas do senador registraram cerca de R$ 1,3 milhão em entradas e saídas — volume médio 7,19 vezes superior ao esperado para sua renda, segundo os documentos obtidos por O Globo.
Uma das operações examinadas foi o recebimento de R$ 520 mil de um escritório de advocacia em março de 2024. O valor foi usado para quitar antecipadamente parte do financiamento da mansão de R$ 5,97 milhões comprada por Flávio em Brasília. O relatório também apontou movimentação atípica em novembro de 2025.
Os documentos integram uma investigação da Polícia Federal que examina vínculos financeiros do senador com o advogado Willer Tomaz. Um alerta do Coaf não comprova a prática de crime: ele identifica transações que exigem esclarecimento e podem orientar a investigação.
Procurado por O Globo para comentar os novos relatórios, Flávio não se manifestou. Em declaração anterior à Justiça sobre a compra do imóvel, afirmou que também exercia a advocacia e que os recursos tinham origem lícita.
Imagem de capa ilustrativa, gerada por inteligência artificial.


