A corrida tecnológica entre Estados Unidos e China está aumentando o valor estratégico de minerais usados em baterias, redes elétricas, inteligência artificial e equipamentos de defesa. Países capazes de produzir e exportar esses materiais podem ganhar investimentos e poder de negociação.
Pequim construiu uma rede internacional de acordos de fornecimento. Washington tenta reduzir sua dependência da cadeia chinesa com financiamento e novos contratos de mineração. A disputa leva as duas potências a procurar produtores capazes de ampliar a oferta rapidamente.
Ter reservas no subsolo, porém, não garante desenvolvimento. A extração exige infraestrutura, energia, licenciamento, capacidade técnica e regras que permitam ao país captar parte relevante do valor gerado. Sem isso, o ganho pode se concentrar na exportação de matéria-prima.
Para o Brasil e outras nações com potencial mineral, a oportunidade é negociar investimentos que também criem processamento local, empregos qualificados e proteção ambiental. O tamanho do benefício dependerá menos da corrida entre as potências e mais das condições definidas pelos próprios países produtores.


