A disputa presidencial chegou às salas de aula. Após o segundo turno, surgiram relatos de estudantes hostilizados por colegas por causa das preferências políticas de suas famílias ou de suas próprias manifestações.
Entre os episódios relatados estão ofensas dirigidas a uma criança de 12 anos em Foz do Iguaçu, chamada de “petista nojento”, segundo sua mãe. Há também denúncia de um estudante do Distrito Federal que afirmou ter sofrido perseguição por apoiar Flávio Bolsonaro. Nesse caso, as autoridades locais informaram a abertura de apurações.
Os relatos têm contextos diferentes e não permitem afirmar que a intimidação ocorre da mesma forma em todas as escolas. Em comum, mostram como a linguagem de confronto usada por adultos pode ser reproduzida por crianças e adolescentes.
Cabe às instituições de ensino acolher os estudantes, verificar cada denúncia e impedir ameaças ou humilhações. Divergir sobre política faz parte da vida democrática; transformar essa divergência em agressão dentro da escola exige uma resposta.


