A BYD avança na instalação das etapas de pintura, soldagem e estamparia em sua fábrica de Camaçari, na Bahia. A mudança permitirá substituir gradualmente a montagem de veículos com peças importadas por uma produção com maior participação de componentes feitos no Brasil.
A montadora prevê iniciar a fabricação dos carros considerados nacionais entre novembro e dezembro. A expectativa informada pela empresa é alcançar em janeiro um índice de 50% de conteúdo local. Esse avanço abre caminho para exportações ao Mercosul, que exige um percentual mínimo de nacionalização; exportar, porém, ainda depende das próximas etapas comerciais e industriais.
Segundo dados apresentados pela BYD, os investimentos na região ultrapassaram R$ 11 bilhões e 17 fornecedores já se instalaram no complexo. A fábrica emprega atualmente cerca de 9 mil pessoas. A companhia diz que pretende chegar a 20 mil postos diretos e a uma capacidade anual de 600 mil veículos até 2030 — metas, e não resultados já alcançados.
A expansão também depende de licenças e de uma cadeia de fornecedores capaz de acompanhar o ritmo da fábrica. A nacionalização será o teste decisivo para medir quanto do crescimento anunciado se transformará em produção e empregos duradouros no país.


