Fontes ligadas ao senador dizem que a ex-atleta integra as conversas para um posto simbólico; não há anúncio da equipe nem manifestação pública dela sobre o convite.
Ana Paula Henkel é um dos nomes considerados para assumir a área do Esporte na equipe paralela que Flávio Bolsonaro pretende apresentar, segundo fontes ligadas ao senador. A escolha ainda não foi anunciada, e não há confirmação de que a ex-jogadora tenha aceitado participar da iniciativa.
Henkel construiu uma carreira de destaque no vôlei brasileiro. Disputou quatro Olimpíadas: Barcelona, em 1992, e Atlanta, em 1996, no vôlei de quadra; Atenas, em 2004, e Pequim, em 2008, no vôlei de praia. Em Atlanta, conquistou a medalha de bronze com a seleção brasileira.
Depois de deixar as competições, passou a escrever e comentar política. Tornou-se uma voz conhecida do campo conservador, com atuação em jornais, programas e plataformas digitais. Sua trajetória reúne, portanto, experiência no esporte de alto rendimento e presença no debate político, combinação que explica o interesse de aliados de Flávio em seu nome.
Nas conversas descritas pelas fontes, Henkel seria uma peça de peso para dar visibilidade à equipe que o senador busca montar após a derrota na eleição presidencial. O eventual título de “ministra do Esporte” teria caráter simbólico: Flávio não foi eleito presidente, e essa equipe não teria autoridade sobre o ministério ou as políticas públicas federais.
Por enquanto, a escalação permanece no campo das articulações. A participação de Ana Paula Henkel, assim como a composição completa da equipe, depende de confirmação dos envolvidos.


