Flávio Bolsonaro divulgou uma “Nota ao Brasil” neste domingo (1º) para defender sua saída do país após a derrota na eleição presidencial. Ele voltou a chamar a investigação contra si de perseguição e afirmou que pretende conceder entrevistas nos próximos dias.
No texto, Flávio diz ter aceitado um convite da Rede Globo para uma entrevista exclusiva, desde que fosse exibida na íntegra, sem cortes ou restrições de assunto. Segundo ele, a emissora não levou a conversa adiante. O senador também afirma acreditar que o Fantástico exibirá uma reportagem a seu respeito neste domingo. Essas são declarações de Flávio; a nota não apresenta a versão da Globo sobre o convite ou o conteúdo do programa.
“Não saí do Brasil, saí pelo Brasil”, escreveu. Flávio sustenta que medidas judiciais foram tomadas logo após o resultado eleitoral e nega as suspeitas que motivaram a investigação. Ele também defende o pai, Jair Bolsonaro, e afirma que falará de um país onde, segundo sua avaliação, pode se manifestar livremente.
A Polícia Federal informou que investiga as circunstâncias da saída de Flávio depois da ordem do Supremo Tribunal Federal que o proibiu de deixar o Brasil e determinou a entrega de seus passaportes. A investigação envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas; Flávio nega irregularidades. A PF esclareceu que a restrição dos passaportes, por si só, não autoriza sua prisão.
A nota afirma que houve uma decisão judicial sete minutos após o anúncio do resultado da eleição. O intervalo divulgado até agora se refere ao pedido da Polícia Federal para apreender os passaportes, e não comprova que a decisão judicial tenha sido tomada naquele momento.
Flávio encerra o comunicado prometendo entrevistas a veículos brasileiros e estrangeiros “sem cortes, sem filtro”. Até a divulgação dessas conversas, a nota é sua versão dos acontecimentos e deixa sem resposta por que ele saiu do país depois de ser intimado a entregar os passaportes.


