Fontes ligadas a Flávio Bolsonaro afirmam que ele pretende abrir em Jerusalém uma estrutura que chamará de “embaixada do Brasil” após sua cerimônia de posse como presidente paralelo. Segundo esses aliados, o anúncio faria parte da equipe e das instituições paralelas que ele planeja apresentar.
As fontes também dizem que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, gostou da ideia e teria oferecido um escritório para a instalação da estrutura. A suposta oferta não tem confirmação pública. A futura “embaixada”, mesmo que seja aberta, não representaria oficialmente o Brasil: Flávio não tem autoridade para mudar a sede da missão diplomática do país.
O plano retoma uma promessa feita por Jair Bolsonaro na campanha de 2018. Quando chegou à Presidência, ele não transferiu a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. Seu governo anunciou, em 2019, um escritório de promoção comercial na cidade, enquanto a embaixada permaneceu em Tel Aviv.
A escolha de Jerusalém tem forte peso político. Israel considera a cidade sua capital, enquanto os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado. O Brasil defende a solução de dois Estados.
Se o plano dos aliados avançar, Flávio poderá inaugurar um escritório privado e dar a ele o nome de “embaixada”. A embaixada oficial brasileira, contudo, continuará sendo a reconhecida pelo Estado brasileiro.


