Uma paciente recebeu em outubro, no Hospital Universitário de Kyoto, um transplante de células derivadas de células-tronco para tratar sintomas motores da doença de Parkinson. Foi a primeira aplicação anunciada desde que o Japão concedeu, em março, aprovação condicional e por tempo limitado ao produto Amchepry, desenvolvido pela Sumitomo Pharma.
A técnica usa células transformadas em precursoras de neurônios produtores de dopamina, substância cuja redução está ligada às dificuldades de movimento características da doença. O procedimento é voltado a pessoas que não obtiveram resposta suficiente com medicamentos existentes.
A aprovação foi baseada em um estudo inicial com poucos participantes. Por isso, a eficácia e a segurança em grupos maiores ainda precisam ser acompanhadas. O avanço abre uma nova frente de pesquisa e atendimento no Japão, mas não representa uma cura comprovada nem disponibilidade geral do tratamento no Brasil.


