Uma revisão publicada na revista científica Science reúne evidências de que a dor crônica afeta mulheres com frequência muito maior que homens, em algumas estimativas chegando ao dobro. O trabalho examina diferenças biológicas que podem influenciar o início, a persistência e o alívio da dor.
Hormônios, respostas do sistema imune, microbiota intestinal e circuitos nervosos estão entre os mecanismos estudados. Os pesquisadores argumentam que considerar o sexo biológico nos experimentos ajuda a identificar por que certos quadros dolorosos se manifestam de maneira distinta.
Os resultados não permitem concluir que toda dor tenha uma única causa biológica. Condições de vida, acesso ao atendimento e a forma como as queixas são recebidas também importam. A revisão reforça a necessidade de pesquisas e cuidados clínicos que levem essas diferenças em conta, sem minimizar o relato das pacientes.


