Um conselho federal alinhado ao governo Donald Trump propôs mudanças nas regras de preservação histórica dos Estados Unidos. O objetivo declarado é acelerar a análise de obras e projetos industriais, reduzindo etapas de consulta pública.
A proposta limita a participação de especialistas, comunidades locais e povos indígenas nas avaliações. Impactos visuais, sonoros e atmosféricos sobre locais históricos também poderiam deixar de ser considerados.
Arquitetos, arqueólogos e organizações de preservação afirmam que a revisão enfraquece proteções construídas ao longo de seis décadas. Advogados já se preparam para contestar judicialmente uma eventual aprovação definitiva.
Um dos locais considerados mais vulneráveis é a região do Cânion de Chaco, no sudoeste do país. A área reúne milhares de sítios arqueológicos ligados aos povos Pueblo e Navajo, além de estruturas de pedra e terra com mais de mil anos.
As mudanças poderiam facilitar licenças para exploração de petróleo e gás nas proximidades. O projeto recebeu aprovação inicial e segue em análise antes de ser submetido a novas etapas do processo regulatório.
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