O transbordamento do Rio Ribeira de Iguape deixou 148 famílias desabrigadas e isolou comunidades no Vale do Ribeira. Dezenove abrigos foram organizados em seis municípios, enquanto comunidades quilombolas passaram a receber alimentos por vias terrestre e aérea, de acordo com a Defesa Civil do Estado de São Paulo.
A elevação do rio ocorreu de forma rápida. O nível, que estava em 2,6 metros na quinta-feira (10), chegou a 11,1 metros no domingo (13). A água avançou sobre ruas, propriedades rurais e bairros, afetando moradias, estabelecimentos e estradas.
Eldorado, Iporanga e Barra do Turvo decretaram situação de emergência. Na segunda-feira (14), o governador Tarcísio de Freitas reuniu-se com prefeitos da região em Registro e visitou abrigos instalados em Eldorado.
Entre as medidas anunciadas estão o envio de 16 barcos e dois helicópteros, a distribuição de roupas e alimentos, o apoio à recuperação de estradas, a remessa de medicamentos e o atendimento para emissão de documentos. Agricultores atingidos também deverão receber assistência.
Eldorado aparece como o município mais afetado. A cidade acumulou 118,9 milímetros de chuva em 72 horas e contabilizou 58 famílias desabrigadas. A enchente alcançou o único hospital municipal, obrigando a transferência dos atendimentos para uma unidade básica de saúde localizada em área mais alta.
Em Iporanga, a Defesa Civil registrou 60 pessoas desalojadas, acolhidas por parentes, e pelo menos 12 desabrigadas. Registro contabilizou 17 famílias desabrigadas, 11 desalojadas e nove ilhadas.
Em Sete Barras, aproximadamente 200 famílias foram afetadas, principalmente em comunidades rurais e ribeirinhas. No município de Ribeira, cerca de 60 moradores da área urbana foram encaminhados para abrigos, enquanto 16 famílias da zona rural receberam acolhimento em uma quadra poliesportiva.
As equipes estaduais e municipais permanecem mobilizadas para levar suprimentos às áreas isoladas, acompanhar o nível do rio e avaliar as condições de retorno das famílias às residências.


