Taxa turística em Angra dos Reis pode chegar a R$ 100

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Taxa turística em Angra dos Reis gera protestos e pode chegar a R$ 100 por visitante. Entenda como funciona a cobrança e a polêmica em Ilha Grande.

A taxa turística em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, virou alvo de protestos de moradores e do setor de turismo da cidade. A cobrança, que pode chegar a R$ 100 por visitante, entrou em vigor em maio e tem como destino principal a Ilha Grande, um dos cartões-postais mais procurados do estado.

O tema desperta atenção também no litoral paulista, onde a discussão sobre taxas de turismo em cidades-praia reaparece a cada temporada e desperta dúvidas tanto em moradores quanto em quem viaja.

Como funciona a cobrança

Chamada oficialmente de TTS (Taxa de Turismo Sustentável), a cobrança varia entre R$ 50 e R$ 100, conforme a versão da regra. Segundo a prefeitura, comandada por Cláudio Ferreti (MDB), os recursos arrecadados devem ser usados para custear a estrutura turística da cidade.

A administração municipal estima arrecadar cerca de R$ 50 milhões por ano com a medida. O número de visitantes inclui tanto a Ilha Grande quanto o continente.

Protestos e pontos de tensão

Moradores e representantes do setor de turismo realizam manifestações em Ilha Grande, principal destino afetado. Entre as queixas, está o fato de que o pagamento é fiscalizado por agentes municipais e funcionários da empresa contratada para operar o sistema.

Há relatos de que turistas precisam comprovar o pagamento antes de circular, o que parte da população classifica como uma forma de coação. A prefeitura nega e afirma que a lei prevê o pagamento por totem ou aplicativo.

A medida também gerou questionamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que concedeu prazo para que a Fundação de Turismo de Angra dos Reis se manifestasse sobre o contrato, firmado sem licitação.

O que está em jogo

A população contrária à cobrança argumenta que a taxa pode reduzir o número de visitantes e prejudicar a renda de quem vive do turismo na região. Já a prefeitura sustenta que a arrecadação é necessária para manter a estrutura da cidade.

O debate sobre taxas turísticas em destinos litorâneos tende a crescer no Brasil, e serve de alerta para municípios da Baixada Santista e do litoral de São Paulo, que também enfrentam forte pressão sazonal de visitantes.

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