PF aponta esquema de R$ 1,63 bilhão com shows, rifas digitais e artistas

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A Polícia Federal afirmou que a organização criminosa alvo da Operação Narcofluxo movimentou R$ 1,63 bilhão em menos de dois anos usando a indústria fonográfica e o showbusiness digital como fachada para lavar dinheiro. Segundo a investigação, a estrutura misturava atividades como tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais com a imagem de artistas e influenciadores de grande alcance, entre eles MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, presos na operação deflagrada nesta quarta-feira.

De acordo com a PF, o esquema explorava o alto volume financeiro do entretenimento para dar aparência de legalidade às movimentações e reduzir suspeitas no sistema financeiro. A apuração aponta uso de vendas de ingressos, produtos digitais, criptoativos, dinheiro em espécie, transferências sucessivas entre contas e uma rede de laranjas para dificultar o rastreamento dos valores. A operação cumpriu mandados em nove estados e no Distrito Federal, com prisões, buscas e apreensões e bloqueio de bens dos investigados.

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