A prisão de um dos principais articuladores de roubos a residências em São Paulo, conhecido como “Minotauro”, em setembro do ano passado, segue gerando impactos diretos na segurança pública da capital. A investigação avançou ao longo deste ano e levou à prisão de outros integrantes da mesma organização criminosa, enfraquecendo a estrutura responsável por invasões a imóveis de alto padrão.
As novas detenções atingiram diferentes funções dentro da quadrilha, como invasores, vigilantes e responsáveis pela receptação de joias roubadas. Segundo a Polícia Civil, a atuação coordenada dos suspeitos incluía monitoramento de rotinas das vítimas, estudo de rotas de fuga e escolha de residências em áreas nobres, o que exigia planejamento prévio e divisão de tarefas entre os integrantes do grupo.
Com o avanço das operações, os índices de roubos e furtos a residências na capital paulista apresentaram queda de 25% no primeiro quadrimestre deste ano, com 1,2 mil registros contra 1,6 mil no mesmo período do ano anterior. De acordo com o delegado Fábio Sandrin, da Divisão de Investigações sobre Crimes Contra o Patrimônio, a prisão de lideranças não encerra os casos, mas permite desarticular toda a cadeia criminosa e reduzir a capacidade de reorganização das quadrilhas.
Entre as modalidades investigadas, a polícia destaca a clonagem de controles remotos de portões eletrônicos como uma das técnicas utilizadas para facilitar invasões. As forças de segurança também intensificaram ações de inteligência e operações para recuperação de bens, resultando na apreensão de joias, celulares, relógios e outros objetos subtraídos em diferentes ocorrências na capital.


