França sua para furar o Paraguai, vence no pênalti de Mbappé e avança em clima de Libertadores

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A França está nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, mas o 1 a 0 sobre o Paraguai, na Filadélfia, esteve longe do passeio que o favoritismo previa. Os Bleus tiveram 84% de posse de bola, finalizaram 15 vezes e mesmo assim só conseguiram furar a retranca paraguaia num pênalti convertido por Kylian Mbappé aos 25 minutos do segundo tempo. Contra uma seleção que fez do sacrifício defensivo uma arte, a diferença veio no talento do camisa 10 — e num toque de mão pego pelo VAR.

Foi um jogo de nervos, calor de 38°C e muita catimba. O Paraguai, que já havia eliminado a Alemanha nos pênaltis, repetiu a receita: linha de cinco defensores, marcação forte e transições pontuais. Deu trabalho de sobra e transformou a partida naquilo que a imprensa francesa chamou de “clima de Libertadores”.

Mbappé, sempre ele, resolve do ponto da cal

A França esbarrou na muralha paraguaia por mais de uma hora. Koné exigiu boa defesa de Orlando Gill, Dembélé assustou, Koundé parou no goleiro — mas nada que quebrasse o empate. Até que, aos 25 do segundo tempo, Désiré Doué invadiu a área e foi tocado por Diego Gómez. O árbitro Ilgiz Tantashev foi ao VAR e marcou o pênalti.

Mbappé bateu com categoria, deslocou Gill e fez o gol da classificação. Foi seu sétimo gol nesta Copa e o 19º na história de Mundiais, número que o mantém na perseguição direta a Messi na artilharia histórica do torneio. Nos minutos finais, o goleiro Gill ainda fez duas defesas seguidas em cima do próprio Mbappé, evitando um placar mais folgado.

O Paraguai caiu, mas de novo saiu aplaudido

Não há vergonha na eliminação paraguaia — há mérito. A equipe de Gustavo Alfaro brigou até o fim, teve Gill como muralha e ainda assustou nos acréscimos, quando Maurício obrigou Maignan a trabalhar. Foi a mesma personalidade que derrubou a Alemanha na fase anterior. O Paraguai encerra a campanha repetindo as participações de 1986, 1998 e 2002; seu melhor resultado segue sendo 2010, quando parou nas quartas diante da Espanha.

A catimba, aliás, virou personagem à parte. Mbappé se desentendeu com Cubas, Cáceres e Galarza ao longo do jogo, houve empurra-empurra a caminho do intervalo e até tentativa de Velázquez de “cavar” a marca do pênalti antes da cobrança — o que fez Dembélé montar guarda em cima da bola. Foi duro, foi truncado, foi mata-mata de verdade.

Quartas: França encara o Marrocos em Boston

A França avança e terá pela frente o Marrocos, que goleou o anfitrião Canadá por 3 a 0 e chega embalado após já ter eliminado a Holanda. O duelo acontece na quinta-feira, dia 9, às 17h (de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston.

Será um teste bem mais duro do que o placar contra o Paraguai sugere. A França avança com o status de candidata ao título e o melhor artilheiro do torneio, mas deixou claro na Filadélfia que times bem postados defensivamente conseguem incomodá-la — e o Marrocos, semifinalista em 2022, tem defesa e maturidade de sobra para tentar exatamente isso. Por ora, fica a lição de sempre: enquanto a França não joga bem, Mbappé resolve.

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