A Agência Nacional de Aviação Civil recebeu em 2020 um relatório que apontava falhas no controle de peças das empresas que formariam a Voepass, mas não suspendeu as operações naquele momento. O alerta foi apresentado por um inspetor da própria agência, que recomendou acompanhamento reforçado e novas auditorias.
Entre as suspeitas havia reaproveitamento inadequado de componentes e inconsistências no estoque de manutenção. Uma reunião interna concluiu que não existiam elementos suficientes para interromper as atividades, embora parte das recomendações tenha sido considerada pertinente.
O servidor responsável pelos alertas acabou afastado e, posteriormente, demitido após processo disciplinar. Ele sustenta que foi punido por insistir nas irregularidades. A Anac afirma que seguiu seus procedimentos de vigilância e adotou providências conforme os elementos disponíveis em cada momento.
O tema voltou ao centro das atenções após o acidente do voo 2283 em Vinhedo, em agosto de 2024, que matou 62 pessoas. A operação da Voepass foi suspensa em março de 2025 e a autorização da companhia acabou cassada definitivamente em junho daquele ano.
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