Clubes e federações de futebol discutem com o governo federal uma alternativa para renegociar dívidas estimadas em até R$ 20 bilhões após a proibição das plataformas de apostas esportivas no país. Uma reunião prevista para tratar do tema foi adiada para depois do primeiro turno das eleições.
A proposta apresentada por representantes do setor previa uma linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com juros abaixo dos praticados no mercado, voltada a equipes das Séries A e B.
BNDES descarta crédito subsidiado
O banco informou que seu estatuto impede a concessão de crédito subsidiado para essa finalidade. Com isso, clubes e entidades buscam outros formatos para reestruturar passivos e compensar a perda de receitas ligadas às empresas de apostas.
A Confederação Brasileira de Futebol participa das conversas. As novas regras de Fair Play Financeiro, que exigem maior controle das contas dos times, também são usadas como argumento para uma solução coletiva.
Impacto nas receitas
As bets ganharam espaço entre os principais patrocinadores do futebol brasileiro nos últimos anos. A retirada desse mercado afeta contratos de camisa, publicidade e outras fontes de receita de diferentes clubes.
Em encontro promovido pela Federação Paulista de Futebol, dirigentes defenderam uma atuação conjunta para enfrentar o problema. Até agora, porém, não há definição sobre um programa de apoio ou sobre as condições de uma eventual renegociação.
Com informações de A Tribuna.


